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Pés sensíveis

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Pés sensíveis guardam marcas constantes de vários calçados Até dos mais confortáveis, quando por muito tempo usados Mesmo as rasteirinhas e os de saltinhos Causam calos nos dedinhos E quando caminham livres e descalços As bolhas formam-se por baixo Usualmente calçam um imponente scarpin Na rotina de quase todas as manhãs Mesmo machucados e com as dores que sentem Estão sempre prontos para o batente Talvez reflitam apenas um pouco do que sou Seguindo forte mesmo na fragilidade, pelo caminho que trilhou

Natal todos os dias

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Se somos capazes de perdoar Para que esperar o natal para concretizar? Se somos capazes de nos doar Para que esperar para com a nossa presença presentear? Se somos capazes de conjugar o verbo amar Por que esperar chegar ao fim para confessar? Se somos capazes de criar magia Por que não viver em poesia? Se somos capazes de renascer sempre e vibrar alegria Por que não fazer com que seja natal todos os dias? Uma palavra, um sorriso, um abraço, o que for... Qualquer gesto que expresse o verdadeiro amor

Momentos

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Por vários momentos ansiei a presença E fui presenteada com a ausência Por vários momentos eu chamei, bati à porta E fiquei só, não obtive resposta Por vários momentos declarei sentimentos E tive como retorno apenas silêncios Por vários momentos quis conversar  Mas não havia com quem falar Por vários momentos eu me doei E por vezes sozinha fiquei Então para esses momentos dei um fim E nasceu uma nova parte de mim

Aspirações

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Enquanto uns desejam sumir Outros desejam aparecer Enquanto uns almejam uma separação Outros almejam uma união Enquanto uns buscam construir uma nova história Outros buscam construir um novo final dentro da memória Enquanto uns se cansam de desvendar um universo infinito  Outros surgem na ânsia de conhecer esse mesmo universo Enquanto uns insistem em partir Outros insistem em querer surgir Buscas que se complementam E que nas duas faces se sustentam Nas aspirações que movem a vida Pelos ciclos sem controle das entradas e saídas

Meu silêncio

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Já abri meu peito num grito abafado Já abracei ao ponto de transmitir toda a minha energia Sentindo a singela sinergia de um abraço apertado Já observei um olhar que, mesmo estático, parecia me tocar Já afaguei, mesmo na imposição das ausências Já perdi meus sentidos mesmo sem outra presença Já falei por vários gestos e pela ação do meu regresso Já beijei mesmo sem saber o gosto Por vários momentos Na solidão do meu silêncio

Fascínio

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Nunca entendi meu fascínio pela lua a qual sempre estive a contemplar  E sentir como algo palpável, como se pudesse tocar Nem entendi meu fascínio pelas estrelas  Embora sinta que pertença a elas Nunca entendi meu fascínio pelo por do sol Ao mesmo tempo em que profundamente me agrada, enche meus olhos de lágrimas Nem entendi meu fascínio pelas pequenas coisas Aquelas que as pessoas não costumam parar para perceber Nunca entendi porque me sentia presa segurando as grades da minha janela Como se estivesse sufocada sem nada conhecer, longe do que precisava viver  Assim como não entendo o que sinto Essa vontade de abraçar o mundo, que não cabe dentro do peito Que já desejou um encontro, mesmo que por segundos Para desabafar um pouco esse aperto Um sentimento tão forte que me faz querer sumir e não mais existir Para que ninguém mais eu possa ferir O que é isso? Não sei. E já desisti de tentar entender  Mas ainda sinto na intensidade que não sei...

Um pouco dos gostos

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Músicas calmas Emoções intensas Toques morosos Coração acelerado Voz baixa Vibração alta Silêncio de som Palavras escritas Frases curtas Vestidos longos Roupas simples Humor requintado Objetos sem valor Tesouros da alma Nascer e por do sol Escuridão da noite Madrugada acordada Sonhar durante o dia União e reciprocidade Solidão da verdade