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Um abraço...

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Tem noites que a gente só precisa de um abraço... Se perder nos braços e no peito quente Na chama de um fogo ardente De corpo e alma presente Mergulhar apenas no que sente Sentir a respiração falhar O coração disparar A emoção inebriar Um suspiro profundo ecoar O corpo estremecer O olhar se envolver E quando a mente falar Passear os lábios até fazer calar Tem noites que a gente só precisa de um abraço...

Letras de amor

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Letras de amor  Não têm olhos Mas revelam a alma Que transbordam emoção Pedacinhos do coração  Letras de amor Não transparecem timidez Tremor e suor das mãos Rubor, temor e tensão Tampouco insensatez Letras de amor São românticos gestos  Que por poucos são sentidos Que vencem o acanhado silêncio E as barreiras do espaço e tempo Letras de amor Formam palavras inteiras Que combatem a tristeza  Estimulam profundos sorrisos Aquecidos e destemidos Letras de amor Deixo-as soltas aqui perdidas Para que aos poucos sejam esquecidas Ou encontradas por quem consiga Enxergar nelas o seu valor

(Con)verse comigo

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(Con)verse comigo No intercâmbio de palavras que partilham Profundos diálogos e leves trocadilhos (Con)verse comigo Nas construções artísticas que edificam Onde as almas unidas se comunicam (Con)verse comigo Nessa mais antiga e bela das artes De trocar ideias que buscam um sentido (Con)verse comigo Dos meus versos tire a solidão e traga a alegria Ao colocar o “con” de sua doce companhia

Meu juízo

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Finalmente tomei coragem para tirá-lo, literalmente, da minha vida! Chega uma hora que a gente percebe que não há outra saída O que nos incomoda não pode mais ser bem vindo Continuar com o que entristece não faz mais sentido Simplesmente porque também cansamos de sofrer Quando a dor se torna constante é preciso remover! O incômodo serve somente para demonstrar Que precisamos mudar para o sofrimento passar Pois a vida deve ser feita de sorrisos de amor E não de falsos sorrisos cheios de dor... Não que ele tenha perdido seu lugar na minha vida  Eu que pareço ter perdido o lugar na vida dele Pois comigo não conseguiu mais ficar Mesmo após tanto tentar se ajeitar... Ele nasceu e agora morreu em mim Mas o guardarei mesmo assim Não fará falta e nem terá volta Pois ao extrair não perdi E sim recuperei meu juízo... Adeus meu querido dente siso!

Pedras

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Lapidadas pelas águas De forma sutil e constante Lentamente formam belas formas Que continuamente se transformam Encanta os olhos de quem para e contempla Mas poucos enxergam além da base que aparenta Pedras não são apenas lindas rochas moldadas pelo tempo E sim o princípio em toda sua magnificência e verdadeira essência

A brisa

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B rando vento que sopra à beira-mar R egular ou periódico em seu modo de existir I ntensidade leve ou moderada, a depender de quem sentir S uave e renovador como o clarear e o cultivar da terra arada A gradável em seu gracioso tocar, ao soprar sua forma de amar P alavras que se transformam e criam vida O nde o amor transborda a cada ponto e vírgula E nredo do ser redimido e destemido em pensamentos T ornando a dor do querer reprimido em ápices e acalentos I ntensa vontade de expressar e aliviar a alma doce ou amargurada S ina que não se pode alterar o sentir, apenas o modo de ser e existir A gora sou somente brisa... Embora em mim ainda habite a poetisa...

Onze anos

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Onze anos (10/06/2016) Onze anos se passaram Rápido como um vento Na dor é como se fosse ontem No amor sinto o consolo do tempo Na memória trago sábias palavras para confortar Aquelas que nenhuma terapia seria capaz de revelar Na lembrança trago seu suave e puro afago  O que em outro colo não irei encontrá-lo Apesar do dia frio e nublado refletindo a tempestade interior E da intensa vontade de dormir e não mais acordar Para não mais interagir com o mundo exterior Essas recordações não são mais tristes Triste é perder a essência Que motiva a ação do caminhar Triste é não ter coragem de recomeçar De reencontrar a razão e despertar Triste é amar e desse amor não regozijar É não mais sonhar e desejar realizar Triste é prosseguir sem se sentir livre É morrer numa história que ainda vive