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Derradeira arte

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Tem coisas que não podem ser Por envolver mais de um ser Por melhor que possa ser Às vezes não somos iguais Em coisas essenciais Diferentes na realidade Divergentes na verdade Mas fazemos parte De um mesmo sonho Portanto proponho Instigar-te, arte Buscar algum sentido Para o que tenho sentido Além dos cinco sentidos Sinto sua falta És tudo o que me falta Contigo tudo é possível Nada é proibido Me abrace, me enlace Envolva-me sem disfarce Proteja-me em seus braços Aqui somos um só Atados sem nó Talvez seja preciso O dramático Hamlet Movimento incisivo Porém certeiro e preciso Ou o tormento de Macbeth Imponente querer Profundo merecer Ou o romântico Romeu Despertar a cada dia Com um verso seu E te fazer adormecer Com um verso meu Assim despertará Julieta Que não me perseguirá Mas sim fará Morada dentro de mim

Precisa-se de uma paixão

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Precisa-se de uma paixão... Dessas que fazem a gente pensar antes de dormir e sonhar ao acordar. Dessas que tiram o nosso ar, mas nos fazem respirar e suspirar só de imaginar ela chegar. Dessas que fazem as horas passarem rápido, ao mesmo tempo em que os momentos pareçam não ter fim. Dessas em que a solidão dá lugar ao preenchimento, e que a tristeza dá lugar aos sorrisos.   Dessas em que os dias pareçam mais coloridos, ao fazer com que a vida tenha algum sentido. Dessas que vão muito além da aparência, mas que nos fazem enxergar beleza em tudo. Dessas em que a gente não se diminui e sim se expande, para que ela caiba no nosso mundo. Dessas que a gente não precisa se perder para se encontrar. Dessas que a gente leva na mente e no olhar, onde quer que vá, porque vem de dentro e não de fora. Dessas que não vão embora, por serem verdadeiras e não meras fantasias. Dessas que não precisam estar focada em outra pessoa, e sim em algo que ...

Verdadeiras faces

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Confesso que tento prendê-las aqui dentro, mas às vezes elas fogem, me causando tormento. A dominadora provocante fica à espera de apenas uma brecha para escapar e se manifestar no início do ciclo, após o encerramento do mesmo pela dramática e romântica Julieta. Talvez na metade seja eu mesma, pela metade... A dominadora vive da volúpia expressa em palavras escritas, que penetram na alma como um hipnotizante olhar.   Já Julieta me persegue, e não cansa até que eu me entregue. Essa vive da faceta de um perfeito amor idealizado que nem sequer existe. Por que ainda insiste? Duas de várias verdadeiras faces de um mesmo Eu. Eu, quem sou? A essência por trás do observador.

Do abstrato ao tangível

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Vem cá... Entra no meu abraço Sinta todo meu corpo e afago Entrelace em mim os seus braços Conectados ao que não é meu nem seu À energia entre nós que nos preenche E fica presente quando estamos juntos É real! Como pode não ser? Emana de todo nosso ser Na união do lirismo crível “Do abstrato ao tangível”

Meu mundo intenso

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Solitário, me afasto Entro no meu espaço Distante pareço frio Antes fosse um vazio E não a sobrecarga de emoção Que não cabe em meu coração Intenso meu mundo é tenso Sinto o que todos sentem Mais que o suficiente É tudo demais Preciso de paz De repetição Da mesma ação Que me traz segurança E me dá esperança Por isso me retraio De mim não saio Não sei processar Nem expressar O muito que sinto Nem tudo que vivo Não por pouco gostar Mas por tanto amar (Homenagem aos Aspies)

AmAr-te

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Amar é uma arte Arte que emana do ser Quero instigar tua arte  Para Minh 'alma satisfazer  Tenho sede de uma arte  Que nunca me tocou  Nem declamou o amor Que não vive, é um clive Que se cala Na calada da noite Tudo ouve e nada fala Será que existe? É corporal, é carnal Quero além da carne! Apenas faça, sem farsa Deixe fluir, dê um sinal Torne a sina do sonho real Não quero mais ficar sem ti Mas precisa me fazer sentir Alcançar minha emoção Ao tocar com sua arte  Meu abstruso coração Para que eu possa então Numa infinita inspiração Ser mais que uma parte Unir-me a ti em arte Para sempre Amar-te

Navegar na emoção

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Inspiração... Permita-me navegar Pelas águas da emoção Fale comigo, dê-me abrigo Aqueça meu coração Que somente a ti pertence Ao revelar tudo o que sente Envolva-me com as palavras Que me aproximam E não me deixam ir Nem te ver partir Se espalhe pelo tempo E depois peça ao vento                                                             Que te traga aqui  Para o meu mar Para o meu peito  Para despertar Dentro de mim