Origem de tudo que existe Quando na mente persiste Pode virar um tormento E prolongar um breve momento Quando trás satisfação Pode ser tornar um vício Levando a um benefício Ou a mais dura prisão Pensamento recorrente Prende-se como uma corrente Sem deixar escapar Aonde quer que se vá Seja a dura realidade Ou uma doce fantasia Não se entregue à agonia De não se permitir pensar Se entregue ao pensamento E logo perceberá Que ele não será mais um tormento E rapidamente te deixará Pensamento... Um só momento Onde posso ser tudo e nada ao mesmo tempo Onde posso ter tudo ou nada a qualquer tempo.
Meu amor Esse ano estive em falta contigo Reflexo de tantos momentos perdidos em excessos Perdoe-me por ter tentado ser muito do pouco que me sobrava Por não ter conseguido enxergar nas entrelinhas dos caminhos Que não posso estacionar, à espera do que não vai voltar Por ter confundido intuição com a solidão das carências E ter me doado até esgotar o lugar que é apenas seu Perdida na nebulosa desilusão da possibilidade que nunca existiu Nutri de migalhas de atenção esse coração Que tanto sentiu, transbordou e se abriu Por acreditar que a nua verdade poderia modificar Um mar de emoções, dúvidas e inseguranças Ao expor sentimento em mensagens, palavras, tempo! Precioso tempo que o vento leva e fica só na lembrança Perdoe-me por ter sido ausência para ti amor, que precisa da minha presença Para me preencher de paz e alegria com apenas um olhar para dentro Perdoe-me por ter permitido outros apertos além dos abraços ...
Solitário, me afasto Entro no meu espaço Distante pareço frio Antes fosse um vazio E não a sobrecarga de emoção Que não cabe em meu coração Intenso meu mundo é tenso Sinto o que todos sentem Mais que o suficiente É tudo demais Preciso de paz De repetição Da mesma ação Que me traz segurança E me dá esperança Por isso me retraio De mim não saio Não sei processar Nem expressar O muito que sinto Nem tudo que vivo Não por pouco gostar Mas por tanto amar (Homenagem aos Aspies)
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